Autor: ad_Starq (Page 4 of 25)

Dossier – Legislação – Descentralização da Cultura, CCDR, Património Cultural I.P. e Museus e Monumentos de Portugal, E. P. E

No início do presente ano concluiu-se a extinção da Direção Geral do Património Cultural (DGPC) tendo sido as suas competências e a atribuições transferidas para os novos Património Cultural I.P. (que mantêm algumas das competencias da DGPC, nomeadamente na gestão do Arquivo da Arqueologia Portuguesa e inventário do património arqueológico, mas também no que concerne o património classificado ou em vias de classificação) e Monumentos de Portugal, E. P. E. aos quais se juntam as CCDR com valências de tutela e fiscalização de trabalhos arqueológicos, em parte, partilhadas com o Património Cultural I.P. e os municípios. 

De modo a esclarecer os associados sobre estas mudanças de fundo disponibilizamos a ligação directa para a legislação mais relevante produzida neste âmbito.

Desde o início deste processo, o STARQ tem vindo a chamar a atenção para a grande opacidade e falta de preparação em que decorreu (para mais sobre este assunto ver aqui, aqui e aqui). Assim, chegamos a uma situação em que ainda reina a dúvida, a sobreposição (nuns casos) e o vazio (noutros) de competências. Não podemos deixar igualmente de notar que há um perigo de verdadeira politização das decisões sobre o património arqueológico.

O STARQ vai continuar a acompanhar este processo, para tal, solicitamos que nos enviem as vossas dúvidas e queixas. Assim poderemos agir sobre o concreto


Comunicados STARQ


Legislação

Decreto-Lei n.º 22/2019, de 30 de janeiro – Desenvolve o quadro de transferência de competências para os municípios no domínio da cultura

Resolução do Conselho de Ministros n.º 123/2022, de 14 de dezembro – Determina a transferência, a partilha e a articulação das atribuições dos serviços periféricos da administração direta e indireta do Estado nas comissões de coordenação e desenvolvimento regional- 

Decreto-Lei n.º 36/2023 –

Decreto-Lei n.º 36/2023 – Lei Orgânica das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)

Decreto-Lei n.º 36/2023, de 26 de maio – Procede à conversão das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional em institutos públicos

Portaria n.º 404/2023, de 5 de dezembro – Aprova os Estatutos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, I. P.

Portaria n.º 406/2023, de 5 de dezembro – Aprova os Estatutos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I. P.

Portaria n.º 407/2023, de 5 de dezembro – Aprova os Estatutos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, I. P.

Portaria n.º 405/2023, de 5 de dezembro – Aprova os Estatutos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I. P.

Portaria n.º 403/2023, de 5 de dezembro – Aprova os Estatutos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I. P.

Decreto-Lei n.º 79/2023, de 4 de setembro – Procede à criação da Museus e Monumentos de Portugal, E. P. E.

Decreto-Lei n.º 78/2023, de 4 de setembro – Procede à criação do Património Cultural, I. P., e aprova a respetiva orgânica

Calendário 2024 – IRS, IVA e pagamentos segurança social

Caras/os associadas/os

Como tem vindo a ser hábito enviamos o calendário de contribuições para a Segurança Social e Finanças relativo a 2024.

Datas importantes:

  • Confirmação dos dados o agregado – 15 de fevereiro
  • Verificação de facturas no e-factura – 26 de fevereiro
  • Submissão de declaração de IRS – 1 de abril a 30 de junho

Este calendário foi elaborado pelo contabilista do STARQ cujos serviços de esclarecimentos de dúvidas estão ao dispor dos associados. Basta, para isso, que nos enviem um e-mail com a vossa questão.

Em caso de dúvida, contactem!

Convocatória – Assembleia Geral, 24 de fevereiro 2024, 15h00 (Lisboa e online)

Caros/as associados/as

Nos termos da alínea b) do Artigo 24.º dos seus Estatutos, vem por este meio o STARQ – Sindicato do Trabalhadores de Arqueologia – convocar os seus sócios, para a Assembleia Geral a realizar no dia 24 de fevereiro de 2024, pelas 15h00, na sua sede, Rua Jardim do Tabaco, nº 90 – 2º Drt.º – 1100 – 288 Lisboa, presencialmente, e remotamente, através de transmissão na plataforma Zoom.

Caso à hora indicada não se encontre reunido o necessário quórum, a Assembleia Geral reunirá, em segunda convocatória, pelas 15h30 com qualquer número de sócios presentes.

Esta Assembleia Geral terá a seguinte Ordem de Trabalhos:

  1. Apreciação e votação do relatório e contas 2023.
  2. Informações de interesse geral.
  3. Apresentação das listas candidatas à eleição dos novos órgãos sociais para o mandato de 2023-2026;
  4. Eleição dos novos órgãos sociais para o mandato de 2023-2026.

Mais se informa que, de acordo com o n.º 1 do artigo 43.º dos Estatutos do Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia, as listas candidatas à eleição deverão ser apresentadas até dia 28 de janeiro de 2024.

A eleição decorrerá por meios eletrónicos/remotos, sendo os respetivos procedimentos transmitidos aos sócios prévia e oportunamente.

Os procedimentos eleitorais serão oportunamente divulgados.

A participação dos associados é importante e essencial! APARECE!


Reunião entre a Secretária de Estado da Cultura e o STARQ

Decorreu no dia 30 de agosto a reunião entre o STARQ e a Secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro. O sindicato chamou a atenção para a necessidade urgente de contratação de trabalhadores com vínculo público e permanente para a DGPC, reiterando a escassez de trabalhadores face ao volume de trabalho existente e ao envelhecimento dos quadros. O STARQ destacou a urgência de contratação de 4 Arqueólogos para o CNANS (Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática), sem os quais o serviço entrará em rutura. Também referiu a contratação de 4 investigadores para o LARC (Laboratório de Arqueociências), sendo 2 para ocupar postos de trabalhos vagos por aposentação. No seguimento da reunião, o sindicato entregou ao gabinete da Secretária de Estado uma tabela com as necessidades de recrutamento. Apesar da preocupação transmitida pela Secretária de Estado, não houve qualquer compromisso para a contratação de trabalhadores para os postos de trabalho reivindicados.

Relativamente às questões levantadas pelo STARQ sobre a reestruturação da DGPC, a Secretária de Estado informou que serão elaboradas listas de trabalhadores que irão transitar para as diferentes instituições (Património Cultural, I.P., CCDR e Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E). A colocação dos trabalhadores não depende da escolha dos próprios, ao contrário do tinha sido afirmado pelo ministro da Cultura e Secretária de Estado aquando da apresentação pública desta reestruturação.

As questões relacionadas com a falta de meios e com a transição digital foram abordadas pelo sindicato. A Secretária de Estado referiu que a modernização do Endovélico, Sistema de Informação e Gestão Arqueológica e a digitalização do Arquivo da Arqueologia Portuguesa não estão abrangidas pelo PRR, levantando a hipótese de que ambos possam ser abrangidos por outro programa de financiamento, nomeadamente o sistema de apoio à transformação digital da Administração Pública (SAMA2020).

Apesar da Secretária de Estado da Cultura ter garantido ao STARQ, durante a reunião, que estavam a ser desenvolvidos esforços para que o concurso para o Plano de Nacional de Trabalhos Arqueológicos (PNTA) fosse lançado em 2023, o sindicado foi posteriormente informado pelo gabinete da Secretária de Estado da Cultura que, “considerando os procedimentos em curso da reorganização da DGPC e a especial complexidade de todo este processo de transição, será complicado lançar o concurso do PNTA ainda este ano”. Ou seja, há verba alocada no orçamento de estado para o PNTA mas, mais uma vez, não há vontade para a sua execução, o que denuncia a pouca importância e consideração que é dada ao património arqueológico e aos trabalhadores de arqueologia, pelos agentes decisores atuais.


Subscrição – MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA – Por um Serviço Público de Cultura

O STARQ integra e subscreve o comunicado do Manifesto em defesa da Cultura.

As opções dos sucessivos governos destroem a diversidade e a paisagem cultural do país, promovem o abandono por parte de artistas e trabalhadores e trabalhadoras da Cultura, agudizando as incertezas, a precariedade e a insegurança no trabalho.

A Constituição impõe ao Estado o compromisso e a responsabilidade central de ser o promotor e o garante do acesso generalizado das populações à criação e fruição dos bens e actividades culturais, em todo o território nacional, através do investimento de, pelo menos, 1% do Orçamento do Estado (sendo que o valor mínimo recomendado pela UNESCO é de 1% do PIB).

Cultura é trabalho! A valorização do trabalho é essencial para uma Outra Política para a Cultura. Não há uma verdadeira democratização da Cultura sem o trabalho com direitos. Por isso, ao contrário do que os sucessivos governos têm imposto, a pretexto de uma excepcionalidade de fachada, exigimos o fim da desregulação, dos baixos salários, da desprotecção na doença e na segurança social, da precariedade e da insegurança no presente e no futuro.

Outra política, que rompa com o alheamento do Estado para com a Cultura e estimule a comunicação regular e de proximidade com os diversos agentes da Cultura.

Outra política, que garanta o efectivo acesso à Cultura em todo o território nacional, sem restrições ou condicionamentos geográficos, económicos, sociais ou criativos.
Outra Política para a Cultura
Outra política, que assegure o investimento público necessário e o dever estatal da criação e acompanhamento dos necessários equipamentos e estruturas físicas, humanas e legislativas. Outra política, que assuma tais responsabilidades e possa, verdadeiramente, ser instrumento da construção de uma verdadeira Democracia Cultural, desenvolvendo um Serviço Público de Cultura em todo o território nacional.

A carta completa pode ser lida no site do Público.

Acção de Rua – MANIFESTO EM DEFESA DA CULTURA – Por um Serviço Público de Cultura | Segunda, 05 de Junho | Largo de São Domingos (Lisboa)  – Junte-se ao STARQ e às outras plataformas da Cultura.

Se concorda que é precisa uma outra política para a Cultura subscreva individualmente a carta enviando e-mail para emdefesadacultura@gmail.com .

A Direcção

ENCERRAMENTO DA BIBLIOTECA DE ARQUEOLOGIA DA DGPC

Fomos alertados para o encerramento recente da Biblioteca de Arqueologia da DGPC. Por considerarmos que esta biblioteca é essencial para o desempenho da actividade e investigação arqueológica, sendo igualmente o local onde actualmente se consultam os processos de sítios arqueológicos, questionámos (a direcção da DGPC, a Secretária de Estado da Cultura responsável pelo Património Cultural e o Ministro da Cultura sobre este mesmo assunto.


« Older posts Newer posts »

© 2026

Theme by Anders Noren — Up ↑