Categoria: Estudos (Page 1 of 2)

Artigos com estudos feitos pelo STARQ

ESTUDO TEMÁTICO: Natalidade, fecundidade e gozo de licenças parentais

A natalidade e a fecundidade estão a diminuir no nosso país há várias décadas.

Há factores sociológicos que explicam essa redução ou o seu adiamento, nomeadamente, as alterações nas expectativas de vida – designadamente das mulheres relativamente ao seu papel na sociedade – a maior participação das mulheres no emprego, o prolongamento dos estudos, um maior controlo da fecundidade por via do planeamento familiar, a redução da maternidade precoce, correspondendo a ganhos civilizacionais. O direito a estudar e a realizar-se profissionalmente – o que toca em particular as mulheres – bem como a escolher quando, ou se, se quer ser mãe ou pai, são de valorizar.

Mas também há condicionantes económicas e laborais, como o ter ou não emprego, a estabilidade dos vínculos, os salários auferidos, a organização e o tempo de trabalho, o acesso à habitação, entre outros factores, que levam a que a fecundidade desejada não seja muitas vezes concretizada ou que seja adiada, o que tem reflexos na natalidade. Para a queda da natalidade concorre também a emigração, que ocorre sobretudo entre os mais jovens e que radica nas mesmas causas que levam à diminuição da fecundidade.

5_Natalidade-fecundidade-e-gozo-de-licencas-parentais_Marco2022


ESTUDO TEMÁTICO: Habitação e custo de vida

Com base nos dados oficiais verifica-se o seguinte:

A subida do custo da habitação é um problema cada vez maior na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras.

No terceiro trimestre de 2021 a variação anual homóloga dos custos da habitação acelerou 12,2%. O peso do valor dos novos arrendamentos na remuneração representava, em meados de 2021, uma média de 44%, tendo como referência a remuneração mensal bruta declarada à Segurança Social e um alojamento na ordem dos 81 metros quadrados.

Em 2021, os preços de bens e serviços tiveram um crescimento anual mais elevado do que nos dois anos anteriores. A aceleração dos preços continua em 2022, a que acrescem as consequências – ainda não quantificadas – do deflagrar da guerra no Leste europeu.

3_Habitacao-e-custo-de-vida_CIMH_Fev2022


ESTUDO TEMÁTICO: Emprego, desemprego, salários e horários das mulheres.

Com base nos dados oficiais verifica-se o seguinte:

emprego feminino cresceu 53,6 milhares, correspondendo a mais 2,3% (face a 3,2% entre os homens trabalhadores), situando-se em 2.383,7 milhares no conjunto do ano de 2021.

As mulheres constituem mais de metade dos trabalhadores desempregados (52%) e são também a maioria dos trabalhadores a tempo parcial que desejam trabalhar mais horas (61%) e dos desencorajados (mais de 51%).

As mulheres são mais de metade (52%) dos trabalhadores com vínculos precários.

Mais de 650 mil mulheres trabalham ao Sábado, cerca de 430 mil ao Domingo, 393 mil ao serão, 393 mil por turnos e 132 mil à noite.

As mulheres trabalhadoras auferem salários mais baixos do que os homens trabalhadores.

No 4º trimestre de 2021 o diferencial chegava aos 16%, mesmo tendo aquelas, em média, níveis de habilitação mais elevados (por exemplo, 61% dos trabalhadores com ensino superior são mulheres).

4_Emprego-desemprego-salarios-horarios-das-mulheres_CIMH_Marco2022


Inquérito Sexismo, assédio e abuso sexual nos locais de ensino/trabalho em Arqueologia

A direcção do STARQ – Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia encontra-se a realizar um alargado inquérito online para avaliar práticas de sexismo e assédio/abuso sexual nos ambientes de trabalho onde estão presentes profissionais (técnicos de Arqueologia, Arqueólogos, Antropólogos, Geólogos, Conservadores-restauradores, etc)  e estudantes na área de Arqueologia e de áreas que impliquem uma interação com Arqueologia durante o programa formativo.Para tal, gostaríamos de apelar à vossa participação através do preenchimento do inquérito desenvolvido para esta investigação até 31 de Maio de 2021. 
O inquérito encontra-se disponível AQUI e pode ser respondido por todos os profissionais e estudantes de Arqueologia, nomeadamente vítimas e testemunhas das condutas acima mencionadas, quem nunca foi submetido a elas de forma alguma, ou mesmo perpetradores.Mais uma vez, gostaríamos de sublinhar que todas as respostas dadas neste inquérito são estritamente confidenciais e serão usadas apenas para fins científicos (por exemplo, análises estatísticas, artigos e comunicações de cariz científico).

Esperamos que colaborem nesta pesquisa, ajudando a tornar a Arqueologia portuguesa mais segura para todos! Ficaríamos muito gratos de receber os vossos feedbacks e, se possível, que divulgassem ainda mais o inquérito.

Em caso de dúvida contactem o STARQ.

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