Caros Sócios e outros interessados,

 

Para vosso conhecimento:
 

Assunto: Nova lei para a arqueologia nos Açores e posição do presidente do CDS sobre a inutilidade dos arqueólogos

                    Comunicado nº 6/2018

 

O Sindicato dos Trabalhadores em Arqueologia (STARQ) tomou conhecimento pela comunicação social do teor do debate ocorrido a propósito da discussão do Decreto Legislativo Regional sobre a Gestão do Património Arqueológico nas ilhas dos Açores, entretanto aprovado.

Nessa discussão, Artur Lima, presidente da bancada parlamentar do CDS-PP Açores e Presidente da Comissão Política Regional do mesmo partido, proferiu afirmações da maior gravidade e perigosidade para o património arqueológico açoriano, particularmente para o património arqueológico urbano da cidade de Angra do Heroísmo, Património da Humanidade. As suas palavras ferem de forma inaceitável a legislação regional, nacional e internacional (ratificada pelo Estado Português), as boas práticas arqueológicas, o imperativo ético e cívico de protecção dos bens comuns e o bom senso.

Mas, e é principalmente sobre este aspecto que o STARQ se pronuncia, o infeliz discurso em causa é insultuoso, agride a dignidade e o bom nome, e desqualifica de forma inaceitável os profissionais em Arqueologia. Assim, e no cumprimento escrupuloso do seu regime estatutário, o STARQ dirige à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores que V.ª Exa. preside um veemente voto de repúdio dirigido àquela intervenção parlamentar.

Não pretendendo valorizar o que não tem qualquer valor, acreditamos ainda assim que é de elementar justiça fazer divulgar esta posição assumida institucionalmente pelo STARQ junto de todos os dignos representantes parlamentares açorianos e dos seus órgãos representativos.

 

Atentamente,  

STARQ